sábado, 24 de novembro de 2007

o fulano do Chevy

por mais anos que viva e por mais culturas que conheça, nunca hei-de entender a lata de certas pessoas.

cenário: sábado à tarde, entrada da minha garagem. um engraçadinho estacionou o seu Chevrolet mesmo em cima da rampa de acesso e foi à sua vida.

acção: pouca... uma hora perdida à espera do agente da polícia. mais 2 pessoas vêem-se impossibilitadas de entrar/sair da garagem, cortesia do já citado engraçadinho.

clímax: o infractor chega, calmamente, no momento em que eu estou a fornecer os meus dados (como testemunha) ao agente. ainda tem a lata de nos dizer que a porta da garagem não tem afixado o sinal de proibição com menção ao respectivo artigo do Código da Estrada, e recomenda-me que compre um (!). acrescenta ainda que, por esse facto, "facilitou", achando que a infracção não mereceria intervenção da polícia.

merecia o quê, então, por estacionar em cima de uma rampa marcada com traço contínuo amarelo, em frente a uma garagem que é, visivelmente, o único meio de entrada/saída dos carros dos habitantes do prédio? um puxãozinho de orelhas?

a esse senhor desejo uma acentuadíssima queda de cabelo e uma longa vida sem sexo.

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

sábado, 10 de novembro de 2007

e um dia a sorte esgota-se...

após ter feito dezenas de vôos abarcando três continentes, hoje pela primeiríssima vez perderam-me a bagagem de porão.

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quinta-feira, 8 de novembro de 2007

dos assaltos à mão desarmada

de Itália dizem, entre outras coisas, ser um viveiro de potenciais assaltantes prontos a ludibriar o turista incauto.

a história mais mirabolante que me contaram foi a de uma rapariga supostamente assaltada em pleno Vaticano, tendo-lhe sido roubado o porta-moedas que ela habilmente escondera no soutien... sem que ela se desse conta do facto(!).

pessoalmente, já estive em Itália por duas vezes e nunca tive tal azar (sorte?...). aliás, geralmente passeio-me por qualquer cidade com a bolsa entreaberta (pura distracção), em descarado convite ao furto, sem nunca ter tido problemas.

de resto, e a bem dizer, se algum assaltante ousar meter a mão na minha bolsa e, por entre a amálgama de

papéis
tubos de creme hidratante
escova dos dentes
chaves de casa
perfume
telemóveis (são dois)
moleskine
estojo dos óculos
rimmel XPTO
garrafa de água,

conseguir descortinar (e agarrar) o porta-moedas... merece ficar com ele.

é que nem vou correr atrás do gajo, fico parada a aplaudir.

terça-feira, 6 de novembro de 2007

gps inconsciente

hoje estou orgulhosa de mim mesma.

abrir parêntesis. estou em Roma. fechar parêntesis.

consegui recordar-me de: a) uma paragem de autocarro que usei há dois anos atrás para regressar a casa da minha amiga N.; b) a direcção do dito autocarro; c) o caminho desde a estação de chegada até casa.

estratégia? seguir em frente da forma mais intuitiva possível, sem pensar.