terça-feira, 16 de setembro de 2008

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

genial, inspirador... também quero!!

"Na minha próxima vida quero vivê-la de trás para a frente. Começar morto para despachar logo esse assunto. Depois acordar num lar de idosos e sentir-me melhor a cada dia que passa. Ser expulso porque estou demasiado saudável, ir receber a pensão e começar a trabalhar, receber logo um relógio de ouro no primeiro dia. Trabalhar 40 anos até ser novo o suficiente para gozar a reforma. Divertir-me, embebedar-me e ser de uma forma geral promíscuo, e depois estar pronto para o liceu. Em seguida a primária, fica-se criança e brinca-se. Não temos responsabilidades e ficamos um bébé até nascermos. Por fim, passamos 9 meses a flutuar num spa de luxo com aquecimento central, serviço de quartos à descrição e um quarto maior de dia para dia e depois Voila! Acaba com um orgasmo! I rest my case."

Charlie Chaplin

terça-feira, 2 de setembro de 2008

quem escreve um conto... acrescenta um objecto?

ajuda, precisa-se!!

estou a trabalhar num conto e sinto que uma das minhas personagens está ainda definida em traços muito vagos... queria conseguir concretizá-la melhor, e segundo um livro que ando a ler sobre o assunto, uma das estratégias para isso seria atribuir-lhe um objecto característico.

qual o objecto apropriado?...

a J. é uma rapariga de vinte e poucos anos, estatura abaixo da média, cabelo castanho. de feitio é introvertida, misteriosa, e vive na sombra de uma irmã mais velha hiper-protectora. percebe-se nela um anseio por liberdade que ela não consegue concretizar. as suas tentativas de chamar a atenção e de se impor como indíviduo passam despercebidas. ao mesmo tempo, ela é o centro de uma dinâmica familiar disfuncional e desequilibrada... a J. fala pouco, por isso são os gestos e os objectos que melhor a podem dar a conhecer...

que objecto será apropriado para ela? alguém tem sugestões?

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

de chorar a rir

feminismo e tal, abrir parêntesis...

... fechar parêntesis.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

ir às compras sempre tem efeito anti-depressivo!

... especialmente se as mesmas forem feitas na loja adequada. por exemplo, na Friday's Project do Dolce Vita.

a Friday's Project do Dolce Vita tem uns espelhos fantásticos, que fazem a nossa pele parecer saída de um lifting do tipo "objectivo: rejuvenesça 10 anos". estão a ver aqueles anúncios para cremes anti-celulite, com o "antes" e o "depois"? em que 90% da melhoria é devida ao efeito das luzes, e não ao uso do creme (isto nos anúncios em que efectivamente fotografam o mesmo par de pernas)? pois bem, são ESSAS luzes. a Friday's Project do Dolce Vita é o "depois".

já a Pull & Bear do Norteshopping... minhas amigas... não ponham lá os pés. ou ponham, mas não se descalcem nem tirem peças de roupa que estejam a cobrir zonas críticas.

...
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(queria umas luzes estilo "depois" para pôr no meu quarto. onde será que se arranjam? no IKEA?)

ainda não entendi...

... que tendência recente é esta da população masculina do meu escritório para ir jogar squash.

que aconteceu à célebre futebolada, mais acessível a todos e tão útil no reforço do espírito de equipa? terá passado de moda? será pouco intimista? ou apenas não serve como símbolo de status?

domingo, 17 de agosto de 2008

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

no regrets?

como me irritam aquelas pessoas que aparecem na capa da "Caras" com um sorriso do tamanho do mundo e citações do género "não me arrependo de nada" ou "se pudesse voltar atrás, faria tudo igual". hello? se voltasse atrás faria tudo igual? isso pretende ser o quê, um atestado de burrice, tipo "não aprendi nada nestes 35 anos de vida"?

pois eu, se voltasse atrás, faria muita coisa diferente. não que pretendesse erradicar tudo o que supostamente correu mal, até porque tenho excelentes recordações de experiências globalmente menos positivas, e as marcas que aquelas me deixaram fizeram muito pela pessoa que sou hoje. mas por favor, não tenho nem nunca terei a presunção de ser um ser tão auto-satisfeito e auto-confiante que me possa dar ao luxo de não mudar nada no meu passado porque toda a minha vida foi PERFEITA nas suas lindas imperfeições.

se pudesse voltar atrás, gostaria de persistir em coisas que abandonei, e de abandonar mais cedo coisas nas quais persisti tempo demais. tentaria aproveitar cada momento como a dádiva de saúde, liberdade e juventude que representa. gostaria de rir mais, de ousar mais, e de ficar menos vezes tolhida pelo medo. e cuidaria melhor de mim e dos outros.

e claro, ter esta percepção significa pô-la em prática agora, quando ainda há tanto tempo, para que não venha daqui a dez anos constatar que fui apenas coerente nos erros e colmatar, com um sorriso de arrependimento disfarçado, "ah não, não mudava nada...".

domingo, 3 de agosto de 2008

sábado, 2 de agosto de 2008

a protagonista não tem idade

acabei de ver um filme na mov entitulado "o amor não tem idade". penso que o objectivo do filme era mostrar que, mesmo a partir dos 60 anos (ou mais), as pessoas não perdem a capacidade de se apaixonarem e divertirem.

tal propósito de esperança perdeu-se completamente pelo facto de todas as principais protagonistas do filme terem a cara repuxada de plásticas e serem mais magras do que eu (30 anos mais nova).

curiosamente, a única "anciã" que não aparentava ter ido à faca e que era rolicinha ficou só no final do filme. o que vale é que tinha um cãozito para lhe aquecer os pés. sorte, ah?

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

lição 2: a felicidade é uma escolha

esta é uma das minhas favoritas.

porque não somos, hoje, felizes e realizados? provavelmente estamos à espera que a vida nos traga o emprego, o homem, os amigos e os filhos dos nossos sonhos. queremos uma família perfeita e dinheiro para comprar casas, carros e viagens fantásticas! exigimos não menos do que saúde, beleza e juventude para nos sentirmos bem com nós próprios.

o problema desta atitude é que agimos como se a vida estivesse em dívida para connosco, e construímos as nossas expectativas com base nessa crença (mais ou menos) subconsciente.

a vida não nos deve nada. cabe-nos a nós decidir se seremos felizes com o que temos ou não.

vejo repetidamente casos de pessoas envoltas em problemas emocionais, financeiros, de saúde, e que os encaram com uma energia e optimismo para mim quase sobre-humanos. e vejo, no vértice oposto, pessoas que, apesar de não terem males maiores, não conseguem evitar sentirem-se insatisfeitas e incompletas.

é claro que as pessoas do primeiro grupo têm também mais força para ir à luta, e logo maior probabilidade de obterem bons resultados.

a vida irá sempre fustigar-nos com todas as leis de murphy possíveis e imaginárias.

cabe-nos decidir se vamos sentar-nos de braços cruzados a lamentar o sucedido, ou alegrar-nos com o lado positivo do menos bom e continuar a caminhada, sorrindo.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

lição 1: o primeiro pensamento da manhã

o último pensamento antes de adormecer será o nosso propósito para o dia seguinte. um propósito feliz.

tantas vezes descansamos a cabeça na almofada ao som (acutilante) de preocupações, de ansiedades ou do simples remoer de desventuras passadas.

se decidirmos que amanhã vamos ter uma palavra amiga para todos os que nos abordarem, essa decisão simples será a nossa primeira lembrança ao acordar.

digo-o com conhecimento de causa (e por sinal sou muito, muito esquecida).

o último pensamento da noite será o primeiro pensamento da manhã - e o propósito para o dia que desponta.

palavras que curam

março de 2007, aeroporto francisco sá carneiro, de partida para Dresden. de um lugar de destaque na pequena livraria, um manual de auto-ajuda sorri para mim. chama-se "Viva neste mundo e seja feliz". apropriadíssimo para quem, como eu, não é deste planeta. na capa, uma menina com a cabeça nas nuvens e os pés mal tocando o chão.

foi há cerca de ano e meio; e há cerca de ano e meio encontrava-me eu num lugar (psicologicamente falando) bastante negro e triste, rodando em círculos sem vislumbrar qualquer hipótese de saída.

a mensagem do livro assentou-me como uma luva. já li (e folheei) muitos manuais do tipo "encontre a felicidade suprema", "mude a sua vida", "descubra o amor", ou "simplifique o seu dia-a-dia". nenhum me tocou como este. nenhum me fez sorrir pela primeira vez após um mês de desespero.

mais do que sorrir, o livro trouxe-me paz.

e por isso mesmo - e porque volta e meia gosto de relê-lo - decidi sintetizar aqui algumas das lições mais importantes que ele encerra.

coisas pequenas... outras nem tanto.

todas valem a pena.

nota mental

mal tenha tempo: tirar aquele relógio idiota ali do canto.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

felicidade (desta vez não fiz delete)

uma velha máxima retirada daqueles fowards que às vezes a gente apaga, mas que outras vezes até trazem coisas que valem a pena (como esta).

Trabalha como se não precisasses do dinheiro...
(subscrevo inteiramente! os anos em que coloquei mais empenho e fé no meu trabalho foram, curiosamente, aqueles em que trazia menos dinheiro ao fim do mês)

Ama como se nunca tivesses sido magoado...
(como diria a Liz do "He's not that into you", esta é difícil de engolir. ou melhor, difícil de pôr em prática, pelo menos para mim, por razões várias e complicadas de explicar. mas subscrevo a 100%! como diz um amigo meu, o paraíso e o inferno da nossa vida são os outros)

Dança como se ninguém estivesse a ver-te...
(subscrevo a 250%! dançar é um dos maiores prazeres da vida; é a suprema liberdade, a suprema revelação do eu, e uma fonte incessante de sorrisos felizes. love it!)

segunda-feira, 21 de julho de 2008

o seu corpo irá auto-destruir-se em 5... 4... 3... 2... 1...

após uma semana inteira em que sofri de (nem sempre alternadamente) dores de cabeça, dores no peito, dores nos joelhos, dores na coluna e indisposição gástrica, sinto-me assim um bocadinho envelope de Missão Impossível...

sábado, 19 de julho de 2008

dedicado aos que gostam muito, mesmo muito, de ir às compras

coloquei mais um link nos meus "pure others", desta feita para um blogue que descobri hoje mesmo, cortesia de um amigo meu que se preocupa bastante com as questões ambientais. o blog chama-se "the story of stuff" e está relacionado com um documentário fantástico, que coloca de uma forma bastante óbvia (diria, até, estupidamente óbvia) o nonsense em que se tornou a sociedade de consumo actual e o perigo que isso representa para o futuro (e a muito curto prazo) do nosso planeta.

aqui está o link para o documentário legendado em português:
http://video.google.com/videoplay?docid=-3412294239230716755&hl=en

vejam-no, por favor. é um bocadinho longo mas garanto-vos que vale a pena.

a beleza da arquitectura humana

estava há pouco a descascar a minha sobremesa (uma maçã) e parei para pensar quantos impulsos neurológicos serão enviados, quantos órgãos e músculos trabalharão em uníssono para nos permitir concretizar gestos enganadoramente simples - como este.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

da miopia (no seu sentido lato)

a propósito de perspectivas rígidas, de vistas curtas que (literalmente) não nos deixam ver alternativas; a propósito de comunicação, de sensibilidade e de saber marcar a diferença.

uma história simples e curta mas que, como todas as boas histórias, desperta muitos pensamentos...


Um cego em Paris

Dizem que havia um cego sentado na calçada em Paris, com um boné a seus pés e um pedaço de madeira que, escrito com giz branco, dizia: "Por favor, ajude-me, sou cego". Um publicitário, da área de criação, que passava em frente a ele, parou e viu umas poucas de moedas no boné. Sem pedir licença, pegou no cartaz, virou-o, pegou no giz e escreveu outro anúncio. Voltou a colocar o pedaço de madeira aos pés do cego e foi-se embora.

Pela tarde, o publicitário voltou a passar em frente ao cego que pedia esmola. Agora, o seu boné estava cheio de notas e moedas. O cego reconheceu as pisadas e lhe perguntou se havia sido ele quem reescreveu seu cartaz, sobretudo querendo saber o que havia escrito ali. O publicitário respondeu: "Nada que não esteja de acordo com o seu anúncio, mas com outras palavras". Sorriu e continuou seu caminho.

O cego nunca soube, mas seu novo cartaz dizia: "Hoje é Primavera em Paris, e eu não posso vê-la".

Mudar a estratégia quando nada nos acontece... pode trazer novas perspectivas. Precisamos sempre escolher a forma certa de comunicarmos com as pessoas. Não adianta simplesmente falarmos; antes, precisamos conhecer a melhor mensagem para tocarmos, sensibilizarmos e convencermos as pessoas.

domingo, 13 de julho de 2008

jet lag cognitivo/emocional


recém-chegada de férias, no hiato entre uma realidade de mar-montanha-passeios-carícias-mergulhos e uma outra de paredes-compromissos-decisões-fobias.

ainda um pouco tonta, isto passa já (espero).